Movimento pela Legalização da Canábis

2012-11-15

Uma modesta casinha de... Cânhamo!!!

O sonho de ter uma casa feita de cânhamo já é uma realidade em Asheville, nos Estados Unidos. A Hemp Technologies desde 2009 que desenvolve habitações com materiais à base de cânhamo, papel e plástico reciclado, sem substâncias tóxicas e totalmente respirável! Com este tipo de material aliado a um design sustentável com o meio ambiente, um mundo melhor seria possível!

Neste vídeo podem ver um artigo da CNN de notícia sobre uma das primeiras casas construídas.


Vê o vídeo da construção da casa em: GreenSavers

Etiquetas:

2009-02-16

A companhia Kellogg retira o apoio a Michael Phelps, a comunidade canábica retira o apoio à Kellogg´s

Pode ter sido o esperado, mas não faz com que esteja certo. Na última 5ª feira, a companhia de cereais Kellogg´s anunciou que não vai renovar o contrato de patrocínio a Michael Phelps, vencedor de 14 medalhas de ouro olímpico. A Kellogg´s afirma que tendo conhecimento do uso de marijuana, e que apesar subsequente pedido de desculpa, não era “consistente com a imagem” da empresa.

Nós discordamos.

A MGMLisboa à semelhança de outras organizações, considera que Michael Phelps não deve ser castigado. O que deve ser condenado são as leis hipócritas e absurdas que castigam o comportamento de Phelps, e de como ele estima-se outros 160 Milhões de pessoas no mundo. Milhões de cidadãos dos E.U.A. também concordam, na última semana várias dezenas de jornalistas e comentadores, entre os quais Kathleen Parker no Washington Post, Stanton Peele no Wall Street Journal e Doug Bandow na National Review Online, tomaram posição e exigiram a revisão das arcaicas e exageradamente punitivas leis sobre canábis.

O jogador de futebol Ronaldo também falou em defesa de Phelps ver em: http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=1040502

No site http://esportes.terra.com.br/ pode-se ler ainda a seguinte tomada de posição:
"A decisão da Kellogg's é hipócrita e nojenta. Nossos membros estão furiosos como eu nunca vi", afirmou Rob Kampia, diretor executivo da "Marijuana Policy Project". "A Kellogg's não teve problema para assinar com o Phelps quando ele conduziu embriagado, um ato ilegal que poderia ter matado alguém. Dispensá-lo por escolher relaxar com uma substância mais segura que a cerveja é um ultraje e manda um recado perigoso para os jovens", completou.

Ver mais no site Esportes Terra

Consideramos que este acontecimento não é assunto para um governo ou juiz, é um facto da vida pessoal de um atleta (que por acaso até é o mais condecorado da história olímpica), quer ele escolha fumar um charro ou beber um copo de vinho, e que ocorre no seu tempo de folga.

Por favor dediquem algum tempo do vosso dia a contactar a Kellogg Corporation. Diz-lhes que te opões à decisão de deixar de patrocinar o Michael Phelps, e como consequência da sua iniciativa, tu irás deixar de comprar produtos relacionados com a marca Kellogg's nos próximos 3 meses (ou até a companhia decidir voltar a patrocinar Phelps)

Há várias formas de expressares a tua opinião à Kellogg's:
Mandar um mail aos serviços do consumidor: http://www2.kelloggs.com/ContactUs.aspx

Mandar um mail para o departamento de media da Kellogg´s: mailto:media.hotline@kellogg.com

Mandar um mail ao departamento de responsabilidade da Kellogg´s: mailto:corporateresponsibility@kellogg.com

Mandar um mail para o departamento de relações com o investidor: mailto:investor.relations@kellogg.com.

Ou ainda escrever uma carta dirigida à Kellogg Company para: One Kellogg Square P.O. Box 3599 Battle Creek, MI 49016-3599
Quando os contactares podes usar este texto tipo acrescentando apenas o teu nome:
"Hi, my name is _____________ and I'm a frequent consumer of Kellogg's products. Nearly one out of two Americans has used marijuana. This includes tens of thousands of prominent, highly successful Americans -- including it´s President. Michael Phelps should not be stigmatized nor condemned for private behavior that he, and millions of others, engage in. The majority of the public, as well as those in the media, are standing behind Michael Phelps and so am I. I will no longer be purchasing Kellogg's brand products until your company reverses its decision and reinstates Michael Phelps as your spokesperson."

Dá o teu contributo!

Notícia: MGM Lisboa

Etiquetas:

2008-02-25

O que mudou de 2007 para 2008?

Depois do sucesso das edições anteriores, a Marcha Global da Marijuana vai realizar-se pela terceira vez em Lisboa e pela segunda vez no Porto. O propósito destas marchas foi o de chamar a atenção para o problema da proibição da canábis com o intuito de colocar o assunto na agenda política, e com os objectivos atingidos de provocar o debate e de mobilizar os defensores da legalização para uma marcha pacífica que decorreu em ambiente de festa em ambas as cidades.

Contudo, desde então foi notório o assédio das forças policiais aos pequenos produtores. Em contrapartida, o problema do grande tráfico internacional mantém-se, com características especiais em Portugal, visto que o nosso país é umas das portas de entrada para o mercado Europeu. Neste contexto, não podemos deixar de reprovar que o ataque seja feito sistematicamente às pequenas plantações de pessoas que se dedicam ao auto-cultivo apenas para consumo próprio que evitam recorrer ao mercado negro para se abastecer. O auto-cultivo é a única forma eficaz de combater o tráfico. Quem for auto-suficiente em termos de produção, deixa de ter necessidade de recorrer aos “dealers” e passa a ter a garantia de qualidade do produto que consome. Assim, a MGM sugere que a sociedade reflicta sobre os benefícios que a legalização da canábis pode trazer ao país em termos de saúde pública e de combate ao tráfico.

Recusamos e denunciamos a falácia da política de repressão quando a prioridade das autoridades é a perseguição do consumidor-produtor em vez de ser o combate aos grandes traficantes. Porque apesar das notícias que, de vez em quando, anunciam a apreensão de alguns quilos ou algumas toneladas de haxixe, rara é a vez que a polícia apanha os cabecilhas das redes de tráfico de droga.
Notícia em: MGM Lisboa
Imagem:
High Times

Etiquetas: ,

2008-02-15

VIENA 2008: DEZ ANOS DEPOIS

Em junho de 1998, as Nações Unidas anunciaram uma estratégia a 10 anos para alcançar "resultados concretos" na luta contra as drogas, incluindo uma "significativa redução" do cultivo de cannabis, coca e ópio para o ano 2008.
No dia 10 de março de 2008, a Comissão de Estupefacientes das Nações Unidas irá se reunir em Viena para analisar os resultados desta estratégia.

Novamente nos últimos 10 anos, a Guerra às Drogas fracassou. O consumo de drogas pode causar problemas, mas a proibição das drogas causa desastres. Milhões de pessoas são criminalizadas, gastam-se biliões de euros em uma guerra ineficaz e contraproducente.
Os governos resistem aos esforços para reduzir danos e promover o uso de drogas responsável. E o mercado das drogas permanece em mãos do crime organizado cujos enormes benefícios distorcem a economia global e geram corrupção por todas partes.

As políticas de drogas devem ser um assunto de saúde pública, não de segurança. Solicitamos à ONU que se estabeleça o direito de todo cidadão adulto do mundo a cultivar e possuir plantas naturais para uso pessoal e não comercial, usando toda equipe técnica que exista para isso. Ao mesmo tempo, se deveria permitir que países autônomos experimentem políticas não baseadas em um regime proibicionista.

Viena 2008 é a oportunidade de enviar esta urgente mensagem às nações Unidas. Por favor junta-te a nós em Viena.
Notícia em: MGM Lisboa
Conhece o Programa da Campanha

Etiquetas: ,

2007-01-08

Absolvido à segunda de tráfico de haxixe

Um indivíduo que fora condenado por tráfico de haxixe nas instalações do CAT e condenado a 16 meses de prisão, recorreu da decisão, alegando que a droga que lhe foi encontrada se destinava exclusivamente ao seu consumo. O Tribunal da Relação deu-lhe razão, à segunda.

O cabeceirense Manuel António tinha sido condenado a um ano e quatro meses de prisão por, em Junho de 2003, quando se encontrava nas instalações locais do Centro de Atendimento a Toxicodependência (CAT), ter lançado para o jardim exterior um objecto que ele acabara de apanhara do chão.

Os guardas prisionais que ali se encontravam tinham estranhado o seu comportamento porque o Manuel António, então na situaçao de detido e depois de sair da consulta foi sentar-se, pouco depois, junto de um outro recluso. Quando regressou ao seu lugar que antes ocupara não se sentou logo na mesma cadeira. Baixou-se primeiro e apanhou do chão um objecto que estava por debaixo dessa cadeira.

Os guardas prisionais aproximaram-se então dele e tentaram apanhar-lhe o objecto que acabara de apanhar do chão, mas Manuel António lançou-o para o jardim do CAT através da abertura de uma janela.

O objecto que os guardas prisionais logo foram apanhar era constituído por um embrulho que continha um produto que, submetido a exame laboratorial, revelou tratar-se de cannabis sativa (resina) com o peso líquido de 14,203 gramas.

Julgado na Vara Mista, Manuel António acabou por condenado naquela pena de prisão pela prática não de um crime de tráfico de estupefacientes agravado como se defendia na acusação, mas por um crime de tráfico de menor gravidade.

Discordando da decisão, Manuel António, através do seu defensor oficioso, o jovem advogado Lima Martins, recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães para a reapreciação da prova.

No entendimento do defensor oficioso, o tribunal de primeira instância devia ter dado como provado que a droga apreendida ao arguido Manuel António se destinava ao seu exclusivo consumo, argumentando também ter havido na decisão uma violação do princípio in dubio pro reo.
Além disso, na fundamentação apresentada, Lima Martins chamou a atenção para o facto de, os guardas prisionais ouvidos no decurso do julgamento, não terem referenciado o arguido Manuel António como traficante, mas antes como mero consumidor e, por isso mesmo, frequentava as consultas de psiquiatria do CAT.

Os juízes desembargadores do Tribunal da Relação decidiram então reenviar para Braga o processo para novo julgamento, mas "apenas com vista a averiguar se ocorre a aludida destinação do produto estupefaciente para consumo próprio do arguido".

No novo julgamento, o colectivo da Vara Mista considerou provado que Manuel António "destinava parte da substância apreendida na sua posse ao seu próprio consumo" e não provado que ele o produto apreendido na sua posse "à venda a outros reclusos no estabelecimento prisional onde então se encontrava detido, nem inversamente — como o próprio sustentou em audiência de julgamento — que o destinasse integralmente ao seu próprio consumo". Manteve-se, pois, a decisão anteriormente tomada.

Mais uma vez insatisfeito e em defesa do arguido, o advogado Lima Martins voltou a recorrer e desta vez o Tribunal da Relação deu-lhe razão, absolvendo Manuel António.

Para os desembargadores, "(...) não tendo os demais elementos de prova indicados na fundamentação a virtualidade de paralisarem o sentido das declarações e depoimentos relevantes deve ser considerado 'provado' que o arguido destinava ao seu consumo toda a droga que lhe foi apreendida" — sublinhou o Tribunal da Relação de Guimarães.

Para os mesmos juízes desembargadores, "salvo no caso de cultivo, o sancionamento da detenção de droga para consumo próprio é hoje, após a entrada em vigor da Lei 30/00 de 29-11 do âmbito do direito contra-ordenacional".

Texto: Luís M. Fernandes

Notícia: Correio do Minho

Etiquetas: ,

2007-01-05

Mike Tyson pode regressar à prisão

Mike Tyson, ex-praticante de boxe, pode voltar à prisão, depois de ter sido apanhado a conduzir de forma errática o seu carro, no Arizona. Segundo um relatório de polícia a que o site The Smoking Gun teve acesso, as forças de segurança encontraram cocaína no carro de Tyson.

O ex-boxeur terá dito à polícia que toma anti-depressivos, fuma marijuana e consome cocaína sempre que pode. J.R. Knight, um dos agentes que esteve em contacto com Tyson, relata que este admite continuar viciado em estupefacientes, revelando que nem consegue enrolar os próprios «charros», pedindo a outras pessoas para o fazer.

Mike Tyson pode enfrentar uma pena até sete anos de prisão.

Notícia: Mais Futebol

Etiquetas:

2006-12-30

A Marijuana é a cultura mais lucrativa nos Estados Unidos

Contra todas as previsões, e escapando das proibições, o cultivo de maconha nos Estados Unidos tem crescido de maneira destacada nos últimos 20 anos para se transformar no mais rentável do país, com uma produção anual de US$ 35,8 bilhões.

É o que diz um estudo elaborado por Jon Gettman, líder da Coalizão para a Requalificação do "Cannabis". O relatório revela que a maconha é a colheita que mais dinheiro gera no país, acima da soma da receita do milho e do trigo.
A associação se dedica a tentar tirar da clandestinidade a maconha. O objetivo para 2007 é reabrir o debate sobre a legalização do uso médico da droga no Congresso dos EUA.

Os dados da associação afirmam que a maconha é o cultivo mais rentável em 12 estados do país, uma das três colheitas que geram mais renda em 30 e um dos cinco primeiros em 39.

A Califórnia lidera a produção, com 3.800 toneladas (quase 40% do total do país). O estado abriga 13% dos consumidores freqüentes de todo o país.
A colheita californiana supera em valor a soma da de uvas, verduras e feno.

O cultivo no Alabama supera o de algodão. Na Geórgia, movimenta mais dinheiro que o de amendoins. Na Carolina do Sul e Carolina do Norte, é maior que o do fumo.
O estudo é baseado em números oficiais do Governo americano obtidos em relatórios de diversas agências federais. Agora, Gettman e sua associação pretendem reavivar um assunto abandonado desde 2002, época da última tentativa frustrada de legalização da maconha com fins médicos.

O Tribunal Federal de Apelação do distrito de Columbia deu a razão ao Departamento Americano Antidroga (DEA) e rejeitou a solicitação da coalizão para que a maconha saísse da lista de substâncias controladas para seu uso terapêutico.

No entanto, Gettman alega que a produção de maconha cresceu 10 vezes nos últimos 25 anos, alcançando uma produção de 10 mil toneladas anuais. O crescimento se choca com os esforços do Governo por acabar com o cultivo.

Em 2005, as forças policiais americanas só conseguiram confiscar 282 toneladas, menos de 3% do total.
"Após o fracasso dos planos de erradicação intensiva, chegou o momento de considerar seriamente a legalização da maconha nos EUA", diz o documento, acrescentando que "a maconha se tornou uma parte onipresente da economia nacional".
O relatório sugere que a legalização do uso terapêutico deixaria nos cofres do estado uma elevada soma de impostos. O dinheiro serviria, além disso, para compensar o custo social e sanitário de seu uso para outros fins.

A coalizão pede que o Governo considere o fato de que a ilegalidade da droga, a mais usada pelos americanos segundo a DEA, leva grandes quantidades de dinheiro para quadrilhas criminosas.

Na opinião de Gettman, o valor da "erva" aumenta pelo fato de sua ilegalidade dificultar a produção e distribuição.

O estudo avalia em US$ 3.500 o valor de um quilo de maconha.

Segundo os documentos policiais, o preço na rua varia entre US$ 4.500 e US$ 9 mil.

Apesar das dificuldades, Gettman e sua associação não perdem a esperança em 2007. Eles já trabalham para reabrir o debate nas instituições do país.

Notícia: A Tarde Online [BR] / Diário de Notícias

Etiquetas:

2006-12-27

Processos por consumo sobem 17%

No ano passado registaram-se 6260 contra-ordenações por consumo de drogas, um número que traduz um aumento de 17 por cento face às 5370 infracções verificadas no ano anterior. Segundo o último relatório do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), os números de contra-ordenações oscilaram entre os 5580 registados em 2002 (primeiro ano após a descriminalização do consumo de drogas), 6100 em 2003, 5370 em 2004 e as 6260 de 2005 (número mais elevado).

Recusando minimizar os efeitos do aumento, "em especial no que respeita ao consumo de haxixe [crescimento de 17,5%]", o presidente do IDT, João Goulão, salvaguarda, porém, em declarações ao CM, que "é prematuro tirar conclusões generalizadas com base nestes números". Para o responsável, "mais significativo é o crescente peso relativo do haxixe nas infracções, assim como a tendência para um maior consumo de cocaína [que regista em 362 casos em 2005, contra 277 em 2004] e dos policonsumos”, sobretudo a associação de heroína com cocaína, que aumentou cerca de 60%.

DISTRIBUIÇÃO REGIONAL

Considerando a distribuição geográfica, os distritos mais populosos são também os que apresentam maior número de infracções, com Lisboa (1605) e Porto (1346) à frente, logo seguidos de Braga (447), sendo Faro (431) a primeira excepção à regra populacional. Bragança (43), Portalegre (62) e Guarda (65) são os distritos com menos processos por consumo.

Quando ponderada a taxa de processos por 100 mil habitantes, Beja (169) e Faro (109) ultrapassam Porto (76) e Lisboa (75) como distritos mais problemáticos. Na mesma taxa (processo por 100 mil habitantes), Bragança (29) mantém-se como distrito mais 'calmo', seguido de Leiria (31) e Santarém (35).

Aplicada à faixa etária de maior prevalência de consumos, entre os 15 e os 39 anos, a referida taxa mantém Beja (532 casos) e Faro (310) como distritos mais problemáticos, seguidos de Lisboa e Viseu (ambos com 205). Nesta faixa etária, Leiria (87) assume o lugar de Bragança (94) e Santarém (104) continua como terceiro distrito menos problemático.

METADE SÃO 'PENDENTES'

Dos 6260 processos de contra-ordenação registados este ano, 3068 estão ‘pendentes’, enquanto os restantes foram arquivados (1638) ou se encontram suspensos (1554). O crescente número de processos pendentes (1474 em 2003 e 1739 em 2004) pode ser atribuível à indefinição porque actualmente passam pelas Comissões de Dissuasão da Toxicodependência (CDT), alvo de uma redefinição geográfica e de funcionamento.

Por exemplo, a ex-presidente da CDT de Lisboa, Maria Antónia Almeida Santos, abandonou o cargo para ocupar o lugar de deputada pelo PS, em cujas listas foi eleita nas legislativas de Fevereiro de 2005. Desde então, conforme referiu ao CM um antigo membro desta CDT – a que tem maior volume de processos e na qual todas as 1605 infracções de 2005 estão classificadas como ‘pendentes’ – “ainda não foi nomeado novo(a) presidente para a comissão”.

Com 3841 processos (um crescimento de 17,5% face aos 3267 casos de 2004), as infracções por consumo de haxixe representam mais de metade das contra-ordenações totais.

A heroína, com 864 casos, é a segunda principal causa das infracções por consumo, mas o aumento de 5,8% fica aquém do crescimento médio. Mais preocupantes são os 684 processos de polidrogas (mais 60% do que os 425 do ano anterior), sendo a heroína com cocaína a principal associação.
Os restantes processos distribuem-se por "substância incógnita" (338), liamba (118), ecstasy (33) e "outras" (20). Ainda que com um diminuto peso relativo face ao número total, os 33 casos de ecstasy quase duplicam os 19 registados em 2004, depois de uma tendência decrescente (29 em 2002 e 24 em 2003).

GEOGRAFIA DAS DROGAS

Numa relação entre o tipo de drogas e zona geográfica é de notar que o haxixe é mais frequente em Lisboa (1036), Porto (945) e Aveiro (301) e mais raro em Bragança (26), Castelo Branco e Guarda (30). Lisboa volta a ser o distrito onde a heroína é mais comum (181 processos), mas agora seguido de Faro (143) e Braga (114).
Relativamente à cocaína, Lisboa repete o primeiro lugar (108 infracções), com o dobro do Porto (54). Refira-se que no mapa publicado nesta página não constam os casos de consumo de droga referentes à liamba e às polidrogas. As drogas desconhecidas e outras, que não as referidas, também não estão incluídas.

DECIDIDAS 476 SANÇÕES

Apesar da maioria de processos ‘pendentes’, em 2005 foram decididas 476 sanções pelo consumo de drogas, o que corresponde a um aumento de 22% face às 389 sanções decretadas pelas Comissões de Dissuasão da Toxicodependência (CDT) no ano anterior.

A distribuição por tipo de sanção é semelhante de um ano para o outro, surgindo como primeira e principal a obrigatoriedade de "apresentações periódicas" (235), a maioria das quais (105) perante a própria CDT. A obrigação de o infractor se apresentar perante a PSP (39), num Centro de Atendimento à Toxicodependência (CAT), em 32 casos, ou na GNR (29) foram outras opções para as ditas "apresentações periódicas". Como segunda opção surgem as sanções pecuniárias, aplicadas em 195 casos.

EUROS COM RESÍDUOS DE COCAÍNA

O jornal espanhol ‘El Mundo’ encomendou a um laboratório catalão a análise dos resíduos de substâncias existentes nos euros em circulação. O resultado foi quase desconcertante: nove em cada dez notas têm resíduos de cocaína.
As cem notas foram recolhidas em cinco cidades distintas – Barcelona, Bilbao, Madrid, Valência e Sevilha – em locais tão diferentes como uma cervejaria, um táxi, um ginásio, uma farmácia ou um quiosque. Da amostra recolhida, só três notas provenientes de Madrid e outras três de Sevilha nunca tinham estado em contacto com cocaína.

Nas restantes 94 foram recolhidos 2518 microgranas de droga, ou seja, 25,18 microgramas por nota. Os especialistas têm dificuldade em apurar quantas terão estado em contacto directo com a substância e quantas terão sido contaminadas, mas testemunhos de alguns viciados revelam que uma pessoa que ‘snife’ diariamente usa quatro notas e um consumidor de fim-de-semana uma média de 200 notas por ano.

SOLTEIRO NÃO QUALIFICADO

A existir um perfil médio do consumidor de drogas em Portugal, este seria do sexo masculino, de 20 a 24 anos, solteiro, a viver em casa dos pais, com o 3.º ciclo do Ensino Básico e um emprego pouco qualificado no comércio e serviços ou construção civil.
Este perfil resulta da estatística dos 5824 indivíduos responsáveis pelas 6260 contra-ordenações. Reincidentes são 346, a maioria dos quais "uma vez" (305), existindo 35 que reincidiram "duas vezes", cinco que o fizeram "três vezes" e um que reincidiu por "cinco vezes" Dos infractores, 5440 são do sexo masculino (93,4%) e 344 mulheres (6,6%).

A faixa etária entre os 20 e 24 anos é maioritária (1928). Os solteiros são 4839, dos quais 3033 vivem com os pais. A maioria das infracções é praticada por "empregados" (2412), havendo 1672 “desempregados" e 872 "estudantes". Por curiosidade: foram identificados seis "docentes" e outros dez "profissionais de actividades "intelectuais e científicas".
Texto: Rui Arala Chaves/D.R.

Notícia: Correio da Manhã

Etiquetas:

2006-12-26

Múmia e marijuana deixam China muda

Um grupo de experts chineses começou a estudar uma múmia de 2800 anos que foi enterrada junto a plantas de marijuana. Tentam resolver o que se tornou num grande mistério arqueológico nacional, dado que a cannabis sativa não era utilizada pelas antigas civilizações chinesas.

O corpo embalsamado do que terá sido um xamã de entre 40 e 50 anos foi encontrado há três anos no oásis de Trupan, um importante ponto de passagem no século I a.C., durante o esplendor da Rota da Seda.

Até agora, os cientistas não tinham iniciado o estudo da múmia por receio de danificá-la. Quando abriram o corpo, constataram que se encontrava num estado muito pior do que imaginavam.

«É um caso especial», disse o director da Oficina do Património Cultural de Turpan, Li Xiao, que assinalou que de momento não se podia determinar a origem do embalsamado, ainda que pareça ser «uma pessoa com traços caucasianos».

Mas os arqueólogos não conseguem explicar como é que o xamã chegou a Turpan, dado que as culturas conhecedoras de cannabis se encontravam a milhares de quilómetros de distância.

Para o professor Li, a múmia poderia vir de alguma área do Mar Negro, onde a marijuana era frequentemente usada em cerimónias religiosas. Os trácios, os assírios e os persas conheciam e utilizavam a planta.
A cannabis também era conhecida na cultura hindu e não se põe de lado que a múmia tenha origem tibetana, ou de outros povos dos Himalaias já que, segundo os botânicos, foi no «Tecto do Mundo» que se desenvolveu originalmente a planta, com propriedades psicotrópicas.

A possível origem estrangeira do embalsamado não parecia encaixar-se no facto de se ter sido encontrada numa vala comum de Turpan, próximas de outras 2000 tumbas e 600 múmias. Segundo os arqueólogos, as múmias pertencem a épocas distintas, que vão desde a Idade de Bronze até à dinastia Tang (o período compreendido entre os séculos VII e X da nossa era).

Apesar do mau estado da múmia, o professor Li assinalou que os estudos continuaram de forma a chegarem a algumas conclusões sobre as origens do xamanismo no noroeste da China, uma área actualmente ocupada por etnias semelhantes aos turcos, como os kazaques.

Jia Yingyi, do museu regional, afirmou que a múmia levava roupa, botas e chapéu de couro, além de um manto de tecido com sanefas triangulares. A par com as cabeças de cannabis na bolsa, a tumba continha grandes jóias de ouro e bronze, um colar de turquesas e uma vara com tiras de cobre.

A imprensa chinesa concedeu uma atenção especial a esta múmia, esperando desvendar um pouco da sua origem e resolver o mistério da presença de marijuana, substância pouco habitual entre os chineses.
A medicina tradicional chinesa tem usado milhares de ervas ao longo da história, porque também se crê que a planta do cânhamo pode ser usada como narcótico, mas pouco difundido. A sua posse e consumo estão proibidos ainda que, como nos restantes países, as autoridades não se dão ao trabalho de perseguir os pequenos consumidores.

Muito dos vendedores de marijuana obtém a erva através das plantações na Ásia Central, cultivada pelos uigures de Xinjiang, justamente da região onde se encontrava a múmia.

Texto: dora.guennes@sol.pt

Notícia: Sol

Etiquetas:

2006-12-25

Opinião: "A nostalgia da liberdade"

Sem surpresas por parte dos pessimistas do costume - entre os quais me encontro - o parlamento aprovou, por unanimidade, o projecto governamental do Cartão Único. A modernidade rejubilou, imbecil e histriónica e apressa-se a dizer que, depois de termos inventado a Via Verde das auto-estradas, mantemos o passo acertado com as grandes nações (o que não é verdade - na Austrália e nos EUA não há bilhete de identidade, por exemplo) temos cartão único de cidadão, basta agora começarmos a cruzar os dados: o número de cidadão, o de contribuinte, o da segurança social, em breve o da saúde, quem sabe se de o fumador de marijuana ou o de leitor de literatura obscena ou de adepto de um clube de futebol.
O ministro António Costa, alertado pelas objecções acerca do perigo de haver tamanha concentração de dados num único cartão, lembrou que "isto não é o Big Brother". Engana-se, meu Caro António Costa não é o Big Brother, mas pode ser o princípio. Nada nos garante que, daqui a uns anos, a uns meses, depois de entrar em vigor o cartão único, não exista um organismo, muito cioso da segurança do Estado e do controle dos cidadãos, que comece realmente a fazer o cruzamento dos dados contidos no "chip" que cada um trará dentro do bolso. Nada que não tenha acontecido antes.

Daqui a uns anos, inclusive, o mundo estará cheio de nostálgicos da liberdade. Gente que terá saudade do tempo em que podia festejar o Natal sem ser acusada de estar a insultar os muçulmanos e os ateus; gente que podia publicar cartoons e rir dos outros - que é uma actividade meritória. Haverá nostálgicos do tempo em que podiam fumar um cigarro ou um charuto, comer costeletas de novilho com osso, andar de minissaia sem ser apedrejada, ler um livro sem levantar suspeitas - enfim, sem ser controlado de alguma maneira por Entidades Reguladoras ou por chips electrónicos que armazenam cada passo que damos, cada fronteira que atravessamos, cada doença de que nos queixámos.

O ex-ministro Freitas do Amaral tinha razão na ocasião das caricaturas de Maomé ele antecipou um tempo em que teremos medo, medo real - e não medo apenas do seu dedinho espetado, pregando um ralhete aos seus concidadãos "que confundiam liberdade com libertinagem". Mesmo eu, que não sou católico, reconheço a ameaça policial que os fanáticos dirigem contra a celebração do Natal. Os jornais têm publicado queixas alarmantes de pessoas insuspeitas que relatam casos de auto-censura cada vez mais ridículos (em Espanha, houve escolas que proibiram festejos de Natal e em Inglaterra, Birmingham, a ideia de festejar o nascimento de Cristo foi considerada ofensiva). O ex-ministro Freitas do Amaral tinha razão: teríamos feito bem mandar queimar os "cartoonistas" dinamarqueses. Talvez ele também ache que a celebração do Natal seja uma agressão contra as hordas de desequilibrados que incendiaram embaixadas pelo Médio Oriente fora em nome da sua "ofensa". Tenham medo. Tenham medo verdadeiro desse tempo. Nada do que façam deixará de ser vigiado. Nada do que digam deixará de ser tido em conta. Nenhuma das vossas crenças deixará de ser considerada ofensiva. Nem mesmo no interior de nossas casa deixará de estar presente esse Big Brother politicamente correcto, vigiando o que comemos, o que comemoramos, o que dizemos.

Não contem anedotas, não consumam colesterol, não riam. Deixará de haver uma lei da República que vos garanta a liberdade de fazer; haverá, antes, uma lei que vos restringirá a liberdade de ser o que quiserdes ser. Em nome do Estado, do bem comum, das crenças absolutas dos outros - sempre com a bênção dos que sabem, por nós, o que é melhor para nós. Sim, estamos em guerra pela nossa liberdade.
Texto: Francisco José Viegas, Escritor

Artigo: Jornal de Notícias

Etiquetas:

2006-12-22

DROGAS: Consumo entre jovens americanos continua a baixar

O consumo de droga entre os adolescentes americanos continuou a baixar em 2006 mas, à saída do secundário, cerca de um em cada dois adolescentes já a consumiu pelo menos uma vez, segundo um estudo anual publicado, esta quinta-feira.

O estudo citado pela Lusa, efectuado durante a Primavera pela Universidade do Michigan, foi realizado junto de mais de 48.000 alunos dos 8º, 10º e 12º anos, em 410 estabelecimentos de ensino público e privado em todo o país, e tinha por objectivo conhecer os hábitos de consumo de drogas do jovens no geral e no último mês ou ano.

Este ano, a proporção de adolescentes que havia consumido produtos ilegais no último mês, limitou-se a 14,9 por cento, ficando bem atrás dos 20 por cento registados em 1996, mas ainda superior aos 11 por cento de 1991.

Relativamente aos 19,4 por cento registados em 2001, a queda é de 23 por cento.

A droga mais consumida é maioritariamente a marijuana: 12,5 por cento dos jovens inquiridos declarou ter fumado este tipo de droga nos últimos 30 dias, o que representa menos um quarto dos 16,6 por cento registados em 2001.
Num registo bastante inferior, os adolescentes confessaram já ter consumido anfetaminas (3,1 por cento), ecstasy (1 por cento) e cocaína (0,9 por cento ).

Pela primeira vez, o questionário pretendia ainda saber se os jovens já tinham experimentado consumir medicamentos tradicionais de venda livre deturpados, como os anti-tússicos, tendo cinco por cento dos adolescentes assumido já ter experimentado.

Notícia: Portugal Diário

Etiquetas:

2006-12-12

Jogos violentos associados a sintomas paranóicos

Estudo da University of Pittsburgh

Jogos de vídeo violentos podem aumentar a agressividade e paranóia em adolescentes do sexo masculino, revela um estudo da University of Pittsburgh, EUA.

Um estudo, liderado pelos professores Sonya Brady e Karen Matthews, da University of Pittsburgh, indicou que os rapazes tendem a ficar mais agressivos e paranóicos após se submeterem a algumas partidas de jogos violentos. O estudo também revelou que os jovens tendem a achar mais aceitável o consumo de álcool e cannabis após jogar algo violento.

O teste colocou 100 homens, entre 18 e 21 anos, divididos em dois grupos a jogar dois tipos de partidas diferentes: O primeiro, politicamente correcto, tinha como temática um projecto de ciências. No segundo, de roubo de carros, o jogador assumia o papel de um criminoso que tinha de espancar um traficante de drogas com um bastão de basebol.

Notícia: MNI-Médicos Na Internet

Etiquetas:

2006-12-10

Casal britânico é julgado por enviar chocolate com cannabis pelo correio

Um casal britânico foi acusado de "conspiração para fornecimento de droga" por enviar pelo correio tabletes de chocolate com cannabis para pessoas com esclerose múltipla de todas as partes do mundo.
Mark e Lezley Gibson, que moram em um distrito do noroeste da Inglaterra, organizaram uma campanha chamada "Ajuda Terapêutica com Cannabis para a Esclerose Múltipla".

Os dois criaram um site para a campanha (THC4MS) e, com a ajuda de um amigo, ofereciam barras de "chocolate medicinal com leite e cannabis, apropriadas para vegetarianos", informa a edição de hoje do jornal britânico "The Times".

Durante vários meses, o casal enviou 22 mil barras de chocolate de 150 gramas da marca "Canna-biz" para 460 endereços.
Em cada um dos chocolates, segundo a Polícia, havia aproximadamente 3,5 gramas de cannabis.

A operação foi descoberta quando um funcionário dos correios da localidade de Carlisle entrou em contato com o casal, pois um dos pacotes acabou sendo aberto durante a manipulação postal.

A polícia descobriu na residência do casal vários pés de maconha, equipamentos para a fabricação de chocolate, rótulos, vasilhas e uma lista de endereços.

Gibson, de 42 anos, sua esposa, que sofre de esclerose múltipla, e Marcus Davies, sócio no negócio, negaram o crime.

O promotor Jeremy Grout-Smith disse ao júri que, embora a atuação dos três tenha sido motivada por motivos altruístas, isto não os exime de serem responsabilizados pelo crime, cuja pena pode chegar a 14 anos de prisão.

Os três não eram traficantes de drogas no sentido convencional, pois vendiam os chocolates por acreditarem que isto ajudaria a aliviar a dor causada pela doença.
O júri, que ainda não deu seu veredicto, provavelmente levará em consideração o fato de um dos acusados, Lezley Gibson, sofrer de esclerose múltipla.

Notícia em: Ultimo Segundo [BR]

Etiquetas:

2006-12-09

"I'm 120 but my joints are OK"

Uma GRANDE-BISAVÓ revela como viveu para chegar aos 120 anos de idade... fumando CANÁBIS TODOS OS DIAS!
Fulla Nayak – acreditando ser a mulher a mais velha do mundo – fuma “ganja” e bebe um fortissimo vinho de palmeira na sua cow-dung cabana na India.

Ela vive com a sua filha de 92 anos, e com o seu neto com 72 anos de idade junto do Oceano Índico

Fulla diz: “Não sei como sobrevivi tanto tempo. Muitos parentes muito mais novos do que eu já morreram.”

Notícia em: The Sun Newspaper Online

Etiquetas:

2006-12-08

Canábis NÃO é o inicio para outras drogas!

Agência FAPESP – A maconha não seria a “porta de entrada” que leva ao uso de outras drogas, segundo um estudo de 12 anos realizado na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O pressuposto que acaba de ser refutado pela pesquisa tem sido a base das políticas de prevenção utilizadas naquele país por mais de 60 anos.
Os pesquisadores acompanharam 214 jovens que tinham, no início da pesquisa, entre 10 e 12 anos e eram usuários de drogas legais ou ilegais. Quando chegavam aos 22 anos, os jovens eram divididos em três categorias: os que usavam apenas álcool e tabaco, os que começavam com álcool e tabaco e depois usavam maconha e os que usavam maconha antes do álcool ou tabaco.
Dos indivíduos que usaram ao mesmo tempo drogas legais e ilegais em algum período, 28 exibiram o padrão de uso de marijuana antes do álcool e tabaco. De acordo com os pesquisadores, esses jovens não desenvolveram maior tendência ao abuso de drogas do que os que seguiram a sucessão tradicional de álcool e tabaco antes das drogas ilegais. O estudo será publicado na edição de dezembro do The American Journal of Psychiatry.

“Tanto o padrão do uso de maconha antes das outras drogas quanto o padrão contrário têm a mesma eficiência para se prever o futuro abuso de drogas”, disse o orientador do estudo, Ralph Tarter, da Escola de Farmácia da Universidade de Pittsburgh.

Os pesquisadores também procuraram identificar características que distinguiam os usuários de ambos os padrões. Das 35 variáveis observadas, apenas três apresentaram fatores diferenciais: os usuários que começaram com maconha antes de outras drogas tinham maior tendência a ter vivido em ambientes pobres, maior exposição às drogas na vizinhança e menor envolvimento com os pais.

Enquanto a teoria da “porta de entrada” supõe que cada tipo de droga esteja associada a um determinado fator de risco de futuro uso de outras drogas, a pesquisa indica que aspectos do ambiente têm influência mais forte do que o tipo de substância utilizada.

“Os programas de prevenção e as políticas de drogas deram maior ênfase à droga em si do que aos fatores de formação do comportamento da pessoa, que parece ser o mais importante. Para lutar de forma mais efetiva contra o abuso de drogas, deveríamos dar maior atenção às modificações de comportamento”, disse Tarter.

The American Journal of Psychiatry

Notícia em: FAPESP.BR

Etiquetas:

2006-12-05

Miguel Beleza entre arguidos suspeitos de tráfico

O julgamento dos 38 arguidos da alegada rede de tráfico de estupefacientes, detidos na ‘Operação Party’, entre os quais se encontra Miguel Beleza Tavares (filho da ex-ministra da Saúde, Leonor Beleza), no Tribunal do Monsanto, em Lisboa, entrou na recta final.
Ontem, o juiz presidente Nuno Pacheco marcou já a audição das últimas testemunhas de defesa, para hoje e próximo dia 19 (manhã e tarde), a acareação entre alguns arguidos e elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP (dia 19), reservando o dia 20 para as alegações e eventuais declarações finais de arguidos que entendam fazê-las.

Se necessário, a fase de alegações e declarações finais poderá eventualmente prolongar-se por mais um dia. Aliás, o juiz lembrou que a sala “está reservada para este julgamento no dia 21 de Dezembro” e avisou que o acórdão será complexo.

INICIADO HÁ DOIS MESES E MEIO

Com início a 26 de Setembro, estão em causa neste julgamento 38 arguidos, acusados de tráfico de estupefacientes (em especial haxixe). Apesar de detidos na mesma operação, não ficou nas audições provado que os arguidos se conheciam.

A principal arguida, Carla Filipe, detida com 86 quilos de haxixe, que transportava de Sevilha, manifestou-se arrependida e disse ter-se iniciado no consumo de drogas por influência do ex-marido, toxicodependente. Agora, argumenta ter iniciado uma nova relação afectiva e que está grávida de dois ou três meses.

Já Miguel Beleza foi detido com 16 gramas de haxixe, cujo baixo grau de pureza permite que seja considerado como quantia para consumo. A acusação sustenta, porém, existirem escutas telefónicas que indiciam a prática de tráfico (um outro arguido foi detido, em Linda-a-Velha, com 100 gramas de haxixe, depois de ter ido a sua casa, em Alvalade, Lisboa). Ficaram também por explicar as visitas a Marrocos (país produtor) referidas pela acusação.

ACÓRDÃO LIDO EM JANEIRO

Marcadas as últimas audiências do processo e as alegações finais, o juiz presidente, Nuno Coelho, advertiu os arguidos e advogados de que “o acórdão será complexo”, pelo que não será de esperar a sua leitura no habitual prazo de “uma semana”.

Nesse sentido, atendendo à quadra natalícia, Nuno Coelho avisou que o acórdão só deverá ser lido “após as férias judiciais”. Num primeiro momento, ainda disse “lá para finais da primeira quinzena de Agosto”, o que, de pronto, corrigiu para “primeira quinzena de Janeiro”, com a explicação de que associa “férias judiciais ao mês de Agosto”.

Ontem, de manhã e de tarde, as sucessivas faltas de testemunhas levaram o juiz a interromper a sessão pelas 11h00. À tarde, a mãe de uma arguida, a exemplo de sessões anteriores, atribuiu os consumos da filha a um período perturbado da sua vida, em que “chegou a sair de casa”, insistindo que a situação voltou à normalidade com o regresso à casa materna, após a morte do pai.

Texto de: Rui A. Chaves

Etiquetas: ,

2006-12-03

Suíça defende política européia contra as drogas

Durante uma conferência ministerial em Estrasburgo, a Suíça propôs uma perspctiva mais global na luta contra a dependência de drogas.

A estratégia actual, baseada unicamente em um tipo de produto, é setorial em demasia.

A dependência às drogas deve ser enfrentada independentemente dos produtos que a provocam. Essa posição foi defendida pela delegação suíça em Estrasburgo (sede do Parlamento Europeu), durante uma reunião do chamado "Grupo Pompidou" de cooperação na luta contra a droga.

Ao final do encontro de dois dias, essa posição foi inscrita no programa de trabalho 2007-2008 desse órgão do Conselho da Europa do qual participam 35 países.


Dependência de vários produtos
Segundo Jörg Spieldenner, da Secretaria Federal de Saúde Pública (OFSP), é necessária uma perspectiva mais global porque há muitos policonsumidores, ou seja, pessoas dependentes de várias drogas.

A estratégia actual é basear-se em apenas um tipo de produto (heroína, álcool, etc) consumido. Portanto, ela é demasiado setorial.

"O interesse desse novo programa é que haverá um debate não somente sobre as substâncias ilegais mas também sobre as legais como álcool e tabaco, consumidas de maneira combinada com as ilegais", explica Diane Steber, especialista em drogas do OFSP, a swissinfo.

"Esse debate já começou na Suíça e sabemos que, de maneira geral, os jovens consomem ao mesmo tempo produtos legais e ilegais".


Concentrar-se nos jovens

Para o período 2007-2010, o Grupo Pompidou decidiu utilizar as novas tecnologias como internet ou as mensagens SMS para lançar mensagens de prevenção.

A estratégia também dará ênfase aos serviços específicos destinados não somente aos dependentes mas também aos consumidores ocasionais de drogas entre 18 e 25 anos.

"É um grande problema e o consumo não cessa de aumentar entre os jovens, inclusive na Suíça. A proteção da juventude, aliás, é um dos pontos da atual revisão da lei sobre os entorpecentes", cofirma Diane Steber.

Outras medidas adotadas pelo Grupo Pompidou visam analisar a ética dos testes de depistagem feitos nas escolas ou nos locais de trabalho e também aprimorar a qualidade dos dados coletados em pesquisas.

Uma melhor cooperação entre justiça, polícia, serviços sociis e de saúde pública também foi outro ítem discutido.

"Outros países têm os mesmos problemas que nós e vão na mesma direção da Suíça, conclui Diane Steber. O Grupo Pompipou é um fórum de discussão bem aberto para a troca de idéias, sem obrigação de chegar a um acordo".


Uma reunião em Berna, em 2007

No relatório anual publicado na semana passada, o Observatório Europeu das Drogas e Toxicomanias (OEDZ), destacou que o consumo de cocaína continua aumentando na Europa, com 3,5 milhões de pessoas que consomem pelo menos uma vez por ano.

A cannabis (22,5 milhões de consumidores) é, de longe, a droga mais consumida na Europa.

O consumo de cocaína e de maconha também cresce na Suíça desde o ano 2000. Segundo a OFSP, 2,9% dos adultos consomem cocaína uma ou mais vezes durante a vida.

No ano que vem, a Suíça organizará, em Berna, uma reunião do Grupo Pompidou dedicada à luta contra o tráfico de drogas nos aeroportos.

swissinfo com agências


GRUPO POMPIDOU
O Grupo de Cooperação na Luta Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Entorpecentes (Grupo Pompidou) é um órgão criado em 1971 como iniciativa do ex-presidente francês George Pompidou.

O Grupo Pompidou reúne atualmente 35 países, entre eles a Suíça.

Em 1980, o Grupo Pompidou foi integrado ao Conselho da Europa.

Ele coleta e organiza informações a fim de acompanhar de perto a evolução das toxicomanias. Seu objetivo principal é contribuir à elaboração de políticas nacionais de luta contra a toxicomania que sejam multidisciplinares, eficazes, inovadoras e baseadas em conhecimentos validados.

O Grupo Pompidou é a única conferência ministerial européia sobre drogas da qual a Suíça pode participar, não sendo membro da UE.


SITES RELATIVOS


  • Grupo Pompidou no site do Conselho da Europa


  • Tabaco, álcool e drogas no site da Secretaria Federal de Saúde Pública


  • Instituto Suíço de Prevenção ao Alcoolismo e outras Toxicomanias


  • Noticía em: Swissinfo

    Etiquetas: ,

    2006-12-01

    Dirigente dos No Name Boys preso por tráfico

    'Maniche’ – alcunha dada por ser fisicamente parecido ao antigo avançado do Benfica – é dirigente da claque benfiquista No Name Boys. Sem profissão, o jovem de 27 anos foi anteontem detido pela PJ por tráfico de droga. Tinha, entre outras, uma pequena quantidade em pó de 2C-B, droga sintética alucinogénica nunca antes apanhada em Portugal.

    A Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (DCITE) fez uma busca no Estádio da Luz, à sede dos No Name Boys. Lá foram encontradas 21 munições de calibre .38 e um bastão extensível – arma para a qual, de acordo com a nova lei, é necessária uma licença passada pela PSP, o que não se verificava.

    Segundo disse ao CM fonte da PJ, ‘Maniche’ foi apanhado no âmbito de uma das várias investigações autónomas em curso ao tráfico interno de drogas sintéticas em raves e ginásios de manutenção/musculação. A essas operações a PJ tem chamado ‘Erva Daninha’. ‘Maniche’ foi detido na ‘Erva Daninha IV’.

    “São pequenas estruturas que não estão ligadas, embora possam ter ocorrido contactos pontuais. Esta foi a quarta operação e outras virão”, assegurou a fonte.

    ‘Maniche’ admitiu serem dele as munições para revólver e o bastão extensível (com uma bola em ferro na extremidade e capaz de provocar lesões graves) encontrados no Estádio da Luz. O jovem não ofereceu resistência. O revólver “ainda não foi encontrado”.

    Em sua casa estavam 420 gramas de pólen de haxixe, 164 de liamba e pequenas quantidades de LSD, MDMA (ecstasy) e – pela primeira vez em Portugal – a droga sintética 2C-B (fenitilamina), bem como uma balança de precisão.

    A 2C-B é uma droga alucinogénica (proíbida em Portugal desde 2004) criada em 1974. Pode apresentar-se em comprimidos ou pó e tem um efeito erótico (chegou a ser vendida legalmente como afrodisíaco). Na rua é chamada ‘Eve’, ‘Venus’, ‘Bees’ ou ‘bromo-mescalina’.

    Em doses elevadas, o consumidor tem alucinações e vê os objectos a deixarem rastos luminosos e coloridos. A música ritmada faz aumentar os efeitos – que duram 4 a 8 horas. Em doses elevadas pode ser perigosa, embora seja considerada a menos danosa dos alucinogénicos.

    LSD, MDMA e 2C-B estavam em pó. “Embora, nessa forma, essas substâncias possam ser usadas para produzir outras drogas, acreditamos que seriam para consumo, uma vez que não há informações de que em Portugal haja algum laboratório de drogas sintéticas”, esclareceu a fonte policial. A PJ não esclarece onde é que ‘Maniche’ traficava: nas festas ‘rave’ que frequentava, na claque, ou em ambos os locais.

    A ‘Erva Daninha’ apanhou ‘Maniche’ ‘no caminho’. Inicialmente “não havia nenhuma suspeita contra ele”. “As desconfianças surgiram no decurso das investigações”, explicou a fonte da PJ.

    A DCITE tem várias equipas a trabalhar no fenómeno das drogas sintéticas – uma delas dedicada a recolher informação na internet, onde já se faz em Portugal o chamado ‘cibertráfico’ (traficantes e consumidores fazem contactos e encomendas de droga através da internet).

    CRIADOR ERA DA POLÍCIA

    Chamam-no ‘Dr. Ecstasy’. Alexander ‘Sasha’ Shulgin – farmacologista, químico e criador de drogas, de nacionalidade americana e origem russa, agora com 81 anos – foi o pai da 2C-B, entre centenas de outras drogas sintéticas. Estudou em Harvard, na Marinha e na Califórnia.

    Os seus dotes valeram-lhe uma colaboração efectiva com a DEA, a agência federal antidroga dos Estados Unidos. Experimentou todas as drogas que criou, relatando-as em livros – o mais famoso chamado PiHKAL (sigla americana de Fenitilaminas que Experimentei e Gostei), após a publicação do qual, em 1992, foi alvo de uma busca pela DEA.

    PREVENTIVA

    ‘Maniche’ já não vai hoje ver o dérbi com o Sporting. O tribunal mandou-o em preventiva.

    NATURALIDADE
    A PJ vê com naturalidade a ‘estreia’ do 2C-B em Portugal. “São tantas as drogas sintéticas que este caso não é relevante. As que faltam vão acabar por aparecer cá”, disse a fonte.

    'ERVA DANINHA'
    Nas operações ‘Erva Daninha’ foram presos oito suspeitos de tráfico em raves.

    OUTRO CASO
    Cinco membros dos SuperDragões, claque do Porto, foram detidos em Abril por tráfico nas ruas de Gondomar e em festas rave por todo o País.

    Etiquetas: ,

    2006-11-29

    Haxixe foi a droga mais apreendida em Portugal em 2005

    O haxixe foi a substância mais apreendida em Portugal em 2005 e pela primeira vez as apreensões de cocaína foram superiores às de heroína, segundo o último relatório do Instituto das Drogas e da Toxicodependência (IDT).

    O documento apresentado esta quarta-feira em Lisboa revela que, pelo quarto ano consecutivo, o haxixe, que em Portugal tem o preço mais barato da Europa, segundo o Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, foi a substância que registou maior número de apreensões em 2005 (2.965).

    Por outro lado foram feitas 1.374 apreensões de cocaína e 1.309 de heroína.

    Segundo o «Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e de Toxicodependências», o número de apreensões de cocaína e de haxixe em 2005 foi o mais elevado desde 2000.

    Em relação a 2004 verificaram-se acréscimos no número de apreensões de cocaína (mais 31%), de heroína (mais 11%), de liamba (mais 5%) e de ecstasy (mais 5%).

    Comparativamente a 2004, o relatório do IDT destaca o aumento das quantidades apreendidas de cocaína (mais 144%) e de heroína (mais 84%).

    A cocaína foi a única substância que registou em 2005 a quantidade mais elevada de apreensões desde 2000.

    Quanto aos principais países de proveniência das drogas apreendidas no país em 2005, destacou-se a Holanda e a Turquia, a nível da heroína, e a Colômbia, no caso da cocaína.

    Em 2005 registou-se uma elevada percentagem de cocaína apreendida com destino ao mercado externo.

    O relatório dá ainda conta dos distritos com maiores quantidades de drogas apreendidas, especificando que Lisboa se destacou com a maior quantidade de cocaína, liamba e comprimidos de ecstasy, Setúbal com maiores quantidades de heroína e Faro com as quantidades mais elevadas de haxixe.
    Em 2005, os preços médios das drogas confiscadas sofreram variações relativamente a 2004, nomeadamente descidas a nível do ecstasy e da heroína e aumentos no caso da liamba e da cocaína, verificando-se uma estabilização no preço do haxixe.

    As intervenções policiais nesta matéria resultaram na identificação de 5.565 presumíveis infractores, 41% como traficantes e 59% como traficantes-consumidores.

    O mesmo relatório indica que o número de presumíveis infractores aumentou em relação a 2004 (mais 8%), devido ao acréscimo de traficantes-consumidores (mais 15%).

    Cerca de 64% dos presumíveis infractores detinham apenas uma droga: 42% haxixe, 9% heroína, 9% cocaína, 2% liamba, 1% ecstasy e menos de 1% várias outras drogas.

    Em relação a 2004 cresceu o número de infractores na posse de várias drogas (mais 10%), na posse apenas de cocaína (mais 7%) e só de haxixe (mais 7%), diminuindo em contrapartida, o número dos que detinham só ecstasy (menos 12%), apenas heroína (menos 4%) e só liamba (menos 3%).

    Os distritos de Lisboa e Porto destacaram-se com o maior número destes presumíveis infractores, registando os distritos de Faro, Lisboa, Beja, Região Autónoma da Madeira e distrito de Portalegre, as mais elevadas taxas por habitantes.

    A nível das decisões judiciais ao abrigo da Lei da Droga, em 2005 foram condenados 1.281 indivíduos: 95% por tráfico, 4% por tráfico-consumo e 1% por consumo.
    Os distritos de Lisboa e do Porto registaram a quantidade mais elevada de condenações ao abrigo da Lei da Droga, surgindo as maiores taxas por habitante nos distritos de Lisboa, Faro e Leiria.

    Diário Digital / Lusa
    29-11-2006 14:29:00

    Notícia em: Diário Digital

    Etiquetas:

    2006-11-28

    Julgamento de Miguel Beleza Tavares

    O dinheiro pago pela actuação do projecto musical ‘Tríade’, num clube em Lisboa, foi apresentado por duas testemunhas abonatórias de Miguel Beleza Tavares como justificação da elevada quantia apreendida em casa do arguido, que é acusado de tráfico de droga.
    O amigo Joel Silva, que admitiu ter consumido haxixe com o filho da ex-ministra Leonor Beleza, afirmou ontem, em Tribunal, que o projecto musical – de que ambos faziam parte – arrecadou cerca de quatro mil euros pela actuação. “Dividimos parte do dinheiro. Eu recebi cerca de 30 por cento. O resto seria para futuros eventos”, explicou, acrescentando ser possível que o dinheiro apreendido fosse relativo a esse espectáculo: “Acredito que fosse desse evento.”

    Também Diogo Mendonça Rodrigues Tavares, pai de Miguel Beleza Tavares, justifica a verba apreendida com essa actuação. “Numa festa que ele deu, pediu-me cerca de 800 euros para caução, para as bebidas do evento. Disse-lhe que não me sentia cómodo com essa actividade”, começou por dizer o pai. Sendo Miguel estudante, Diogo Tavares admitiu transferir-lhe para a conta bancária uma mesada de 400 euros, por vezes reforçada conforme as necessidades do filho.

    Quanto às viagens de Miguel Beleza a Marrocos, Rodrigues Tavares fez notar que o filho ia frequentemente a outros países, como México, Cuba ou Caraíbas, viagens pagas pelo pai. Foram ouvidas mais 13 testemunhas abonatórias.

    Miguel Beleza, de 26 anos, filho da vice-presidente da Assembleia da República, Leonor Beleza, foi detido em Junho de 2004 na sequência de uma mega-operação da PSP de Lisboa que, durante meses, teve debaixo de olho uma rede de pessoas suspeitas de vender droga na Área Metropolitana da capital.

    Notícias em: Correio da Manhã / Notícia de 2004

    Etiquetas: ,